É fato: uma fachada transmite o status que o projeto arquitetônico quer passar. Ela também é empregada como estratégia de comunicação visual para os mais diversos fins, inclusive em projetos de arquitetura escolar.

Veja o exemplo das instituições financeiras.

Há pouco tempo, a maioria dos bancos tinha em sua fachada revestimentos de pedra polida como mármore ou granito, pois a intenção da linguagem era transmitir rigidez, solidez e segurança.

Hoje boa parte dos bancos possui fachada de vidro visando demonstrar vigília e transparência.

E para as escolas?

Que linguagem os projetos de arquitetura devem adotar?

A arquitetura escolar deve dialogar com o projeto pedagógico. Essa é o primeiro passo para oferecer educação de qualidade e conquistar alunos mais produtivos.

E para tornar o ambiente educacional um espaço mais seguro, agradável e integrado à comunidade, o projeto arquitetônico deve combinar inovação e ousadia para transformar as estruturas tradicionais e as fachadas anônimas.

A proposta de um bom projeto deve ser otimizar espaços e fortalecer marcas, garantindo experiências mais reais, criativas e humanizadas.

Convidamos a arquiteta e urbanista Valéria Zamboni, que é especialista em projetos de arquitetura escolar, para relacionar pontos importantes que facilitam esse processo de criação.

Por onde começar projetos de arquitetura escolar:

  • Estude o bairro em que a escola se localiza
  • Compreenda qual é classe social que irá ter acesso à instituição
  • Estude a vontade dos envolvidos na renovação do espaço

Só depois desse entendimento inicial parta para os projetos de arquitetura em si, definindo a composição de cores, materiais e texturas para os espaços.

Aquele modelo antigo, já repetido inúmeros vezes, onde uma cerca pintada com azul amarelo, vermelho e verde já não encanta quem passa.

Para valorizar projetos de arquitetura escolar é preciso trazer um olhar contemporâneo, explorando volumes e formas.

Ao visitar escolas de várias localidades do Brasil, a arquiteta se deparou com situações bem distintas, mas com problemas em comum. Se você é proprietário ou gestor de uma escola, veja se vive uma situação semelhante.

Os problemas mais comuns em escolas pelo Brasil:

Imóveis muito antigos

Normalmente casas ou imóveis reformados para escolas sem a supervisão de um arquiteto(a) acabam deixando salas com problemas de ventilação, banheiros sem acessibilidade e a cozinha com estrutura ineficiente ou fora das normas.

Salas bem pequenas

Escolas que funcionam em imóveis que antes eram residências levam a duas situações: muitos alunos em pequenos espaços (fora das normas) ou poucos alunos, respeitando as normas e lucro zero.

Desperdício de energia

Janelas nem sempre do tamanho e no local correto exigem mais iluminação artificial. O resultado disso são contas de energia cada vez mais altas. Uma pequena reforma pode resolver esse problema e trazer resultados impactantes.

Falta de padronização

Padronizar as salas de aula pode sair mais barato e harmonizar o ambiente sem afetar a criatividade dos espaços. Além disso, ajuda a fortalecer a marca através da mensagem que o projeto de comunicação visual transmite.

E antes que você pense: não tenho espaço para fazer mudanças, veja o caso de uma escola com uma proposta de biblioteca aberta embaixo da rampa.

CRÉDITO: Arquivo pessoal

O espaço que antes era um depósito pouco aproveitado se tornou um ambiente lúdico e confortável com nichos, prateleiras, rolos de espuma e colchonetes fixos.

Não se trata de ter mais espaço, mas de pensar e otimizar a estrutura existente. Isso vai melhorar a qualidade de ensino e pode aumentar sua receita.

O que não fazer em projetos de arquitetura escolar:

  • Não enfeite demais colocando escritas em excesso em seu letreiro. Ao projetar uma fachada é preciso cuidado para que não fique parecendo um outdoor.
  • Não elimine toda a área verde do seu ponto comercial com o intuito de fazer sua fachada ‘aparecer’ mais. Atualmente as regiões comerciais mais apreciadas são aquelas com vegetação.
  • Não prejudique as fachadas de lojas já existentes. É preciso olhar ao redor, manter um diálogo para se destacar sem prejudicar os vizinhos do comércio.

Imagine uma cidade com fachadas bonitas, agradáveis aos olhos e não competem entre si, seria um sonho sem poluição visual!

Além disso, um conjunto de fachadas comerciais bem pensadas cria uma região da cidade mais agradável, valorizada e lúdica, servindo como atrativo para outros comerciantes e, principalmente, pais.

Você tem uma escola ou comércio na cidade?

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