Tudo o que o consumidor compra está relacionado com suas necessidades e aspirações, ou seja, o comportamento do consumidor revela o interesse por todos os produtos que ele precisa ou deseja possuir.

Por isso a missão do dono de uma empresa é fazer com o que o cliente seja atraído para dentro do cenário de compra. Entenda com a arquiteta e urbanista Camila Muller como esse processo funciona.

Seja uma loja, um salão de beleza ou qualquer espaço comercial, a arquitetura é indispensável. Ela pode ser um elemento de atração e decisão de compra.

Com a facilidade das compras pela internet, as empresas do varejo quando possuem espaço físico precisam utilizar artifícios diferenciados. Então nada melhor do que o apelo à experiência sensorial para influenciar o comportamento de compra.

Isso quer dizer: ativar positivamente os sentidos do consumidor através do tato, olfato, audição, visão e, se possível, também o paladar. A experiência do cliente deve levá-lo a uma memória prazerosa intimamente ligada ao local da compra, a ação de venda e ao produto ofertado.

Pensando em ativar todos os sentidos, a arquitetura tem papel fundamental na criação de um espaço comercial eficiente. Cabe ao projetista entender o funil de venda e, mais importante, a psicologia do consumidor, objetivos e conceitos do empreendimento.

O objetivo é fazer com que o cliente tenha autonomia, sinta-se se bem, confortável e livre ao entrar em um espaço de vendas.

Confira as dicas que a arquiteta Camila preparou para empreendedores que querem melhorar suas estratégias de venda para influenciar o comportamento do consumidor!

Por onde começar?

O primeiro ponto de impacto é a fachada!

A fachada do estabelecimento cumpre uma função muito importante, pois é ela quem vai atrair e chamar a atenção do consumidor de fora para dentro. A partir dela surge a curiosidade e desperta o interesse do cliente para o processo de venda.

Por estes motivos as fachadas devem conter quatro componentes importantes:

  • Design: a principal fonte de identidade do espaço.
  • Sinalização e comunicação visual: para orientar o consumidor e fazer com que ele identifique a marca de forma fácil e rápida. A comunicação visual pode ajudar a sua empresa a vender mais!
  • Arranjo das vitrines: valorizando a exposição dos produto, sendo este o maior objeto de desejo e o que pode determinar a decisão de compra.
  • Valorização dos acessos: devem ser estratégicos e de fácil visualização, pois é quando inconscientemente o consumidor tem a sensação de estar entrando um lugar melhor. É importante frisar nesse momento que a transição de espaços, exterior para interior, deve ser sutil e não intimidar o cliente.

A fachada está incrível. E agora?

Hora de caprichar no interior.

Depois que o cliente entra no estabelecimento, alguns elementos de organização espacial devem estar bem estabelecidos.

Entenda o comportamento do consumidor nesse momento:

  1. Circuito
    Aqui inicia o funil de venda, ou seja, o percurso que a pessoa faz dentro da loja sem que seja necessário retroagir. É interessante neste ponto expor algum produto de maior desejo em lugares visíveis e que obrigue o cliente a passar por outros setores até chegar ao objeto de desejo.
  2. Setorização
    O posicionamento das mercadorias é fundamental para a organização do espaço. A setorização deve sempre ser bem sinalizada com comunicação visual, ou seja, letreiros, cores, formas que indiquem ao cliente qual tipo de produto ele vai encontrar em determinado local. Serve para orientar todas as pessoas que entram na loja. Mais uma etapa importante no processo de venda.
  3. Espaços de permanência
    Os espaços de permanência ou descanso são sempre bem vindos, tanto para os próprios clientes como para os acompanhantes. Eles são dispensáveis somente quando a rotatividade do espaço é intencional, caso contrário, qualquer segmento do varejo pode conter locais agradáveis que acolham o cliente.
    Pense em algo que ajude o cliente a sentir-se confortável e que não tire o foco principal dos produtos da loja e do comportamento de compra. Por exemplo: poltronas, banquetas, água e café disponíveis e de fácil acesso.
  4. Mobiliário
    Sua função é ser um plano de fundo, que abrigue e destaque os produtos expostos, que crie possibilidade de interação do cliente com o produto e possibilite o armazenamento de mercadorias quando necessário.
    Também é válido lembrar da existência de alguns móveis flexíveis na hora de projetar, gerando uma mudança rápida de layout da loja. Eles podem auxiliar em promoções ou datas comemorativas, como Natal, dia das Mães, dia da Criança, entre outros.
  5. Iluminação
    É a cereja do bolo, quando bem utilizada, tem o poder de valorizar o objeto de desejo, suavizar o mobiliário e prender a atenção do consumidor em determinado local. Pode ser algum nicho com um produto nobre exposto ou um setor de maior importância dentro da loja.

Viu só como a arquitetura pode ser uma boa aliada para influenciar o comportamento do consumidor e aumentar as vendas do seu negócio?

Então chame o André no Whats e comece agora mesmo a melhorar suas estratégias de venda!

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